Kátia Abreu: Brasil dará grande contribuição para segurança alimentar mundial

Ministra participou de debate na Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu

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Maio de 2015 Edição do Mês

Com informações do MAPA


(Crédito da foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta terça-feira (26) de um debate na sessão plenária da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, durante viagem oficial a Bruxelas (Bélgica). Ela reafirmou o compromisso brasileiro em cooperar para a segurança alimentar mundial.

“É uma exigência moral e uma necessidade prática que sejamos capazes de produzir mais e melhores alimentos que sejam acessíveis a todos. Se falharmos nesta tarefa de segurança alimentar global, não teremos como evitar a instabilidade social e política nas regiões mais vulneráveis, com reflexos que se estenderão por todo o mundo”, afirmou a ministra aos parlamentares que integram a comissão.

O debate no Parlamento Europeu faz parte de uma série de compromissos que a ministra está tendo durante viagem oficial à Europa para promover o agronegócio brasileiro. Ela participou no domingo (24), em Paris, da 83ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal, que formalizou os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como áreas livres de peste suína clássica.

O Brasil, disse a ministra, poderá acrescentar 50 milhões de toneladas na produção de grãos e 8 milhões de toneladas em carnes bovina, suína e de aves. “Temos terras, produtores rurais e tecnologia para continuar aumentando nossa produção”, observou.

Diversos parlamentares fizeram questionamentos a Kátia Abreu. Entre os temas levantados estão produção de transgênicos, mudanças climáticas, reservas indígenas, reforma agrária, subsídios à agricultura, apoio à agricultura familiar, programa Fome Zero e participação dos jovens e das mulheres no campo.

A ministra informou que as áreas indígenas correspondem atualmente a 12% de todo o território brasileiro, com 112 milhões de hectares para uma população de 850 mil indígenas. Disse ainda que, apesar da grande extensão territorial do país - 8 milhões de quilômetros quadrados -, apenas 28% estão efetivamente ocupados com produção rural.

“Descontada toda a área ocupada com cidades, infraestrutura e corpos d’água, que ocupam 11% do nosso território, restam 61% do país que estão inteiramente preservados nos seus biomas originais”, assinalou a ministra.

Área livre
Kátia Abreu disse que o país está fortemente engajado em dar prosseguimento às negociações para a criação de uma Área de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Afirmou ser fundamental para a conclusão das negociações que a troca de ofertas de acesso a mercados de bens se concretize “em breve”.

A ministra ainda destacou que irá a Genebra (Suíça) durante sua missão oficial para discutir o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a conclusão da Rodada Doha.

“Darei uma mensagem inequívoca de que o Brasil deseja o fortalecimento do sistema multilateral de comércio incorporado na OMC, a plena integração da agricultura no sistema multilateral e a conclusão da Rodada Doha. A agricultura brasileira, no entanto, não aceitará uma rodada comercial com resultados minimalistas em agricultura”, completou.

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