Presidente da UNICA destaca cenário atual da indústria da cana em evento nos Estados Unidos

Elizabeth Farina durante sua participação na ISO Datagro New York Sugar & Ethanol Conference, em Nova York (EUA), resume bem o panorama esperançoso do setor

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Maio de 2015 Edição do Mês

Com informações da Assessoria de Imprensa


(Foto: Shutterstock)

Os avanços recentes em políticas públicas ainda não trouxeram ao setor sucroenergético a tão desejada tranquilidade econômica e financeira, porém, ao considerarmos o potencial dos produtos e da própria indústria, é possível acreditar em um cenário, a longo prazo, mais positivo. A declaração da presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina durante sua participação na ISO Datagro New York Sugar & Ethanol Conference, evento realizado no dia 13 de maio, em Nova York (EUA), resume bem o panorama esperançoso do setor.

Com uma receita média por tonelada de cana menor do que na safra 2011/12 e com os custos atuais ainda maiores, quando comparados ao período passado, as perdas econômicas seguem sendo grande motivo de preocupação. Entretanto, segundo Farina, as medidas governamentais implementadas nos últimos meses, como a volta parcial da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), a atualização do valor do PIS/Confins sobre a gasolina e o diesel, e o aumento da mistura do etanol anidro de 25 para 27%, podem sinalizar passos na direção correta.


“A diferenciação tributária representa um sinal positivo, mas para ser efetiva ela precisa compensar e valorizar os ganhos socioambientais oferecidos pelo etanol e pela bioeletricidade, na forma de externalidades favoráveis, por isso é necessário recompor o valor da CIDE”, destacou a executiva da UNICA.  “Precisamos de estabilidade e previsibilidade de regras de forma a restaurar a credibilidade de investidores”, ponderou. Acrescentou ainda a necessidade de uma definição clara sobre o papel do etanol na matriz energética brasileira.

Quanto o aumento da mistura de etanol na gasolina, Farina afirmou que a medida deve elevar a demanda por anidro em torno de 1 bilhão de litros e que o setor está preparado para atender, ou seja, não faltará produto. Segundo ela, os atuais níveis de capacidade de produção das unidades produtoras oferecem total conforto para o atendimento desse novo pleito de consumo.

Sobre o açúcar, apesar de algumas campanhas de vilanização do consumo do produto, atrelada a medidas protecionistas adotadas por países produtores, como a Índia, a presidente da UNICA afirmou que o Brasil continua sendo competitivo.

“O País possui recursos naturais, tecnologia, força de trabalho e experiência para atender a demanda interna e externa pelos produtos da cana. O setor está fazendo a sua parte, mas é fato que muita coisa ainda precisa ser feita. Creio que a longo prazo o cenário será mais favorável, já que possuímos todos os ingredientes para retomar a onda de investimento e o sucesso da indústria”, defendeu Farina.

Em sua nona edição, a ISO Datagro New York Sugar & Ethanol Conference, um dos mais importantes eventos do calendário mundial do setor sucroenergético, reuniu 385 líderes mundiais em negócios, especialistas e autoridades com origem em 28 países. O principal tema da conferência deste ano foi “Challenges of a word in tranformation” (Mudanças de um mundo em transformação). Além da executiva da UNICA, participaram do encontro o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha e o presidente da Biosev, Rui Chamma.

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